
Em um mundo cada vez orgânico, o setor de cosméticos inverte a tendência e investe na maquiagem mineral. Livre de ativos alergênicos, óleos, corantes e fragrâncias, os produtos, que prometem causar menos danos à pele e têm maior prazo de validade, vem ganhando espaço no mercado. Apesar do número crescente de adeptos, no entanto, ainda são poucas as marcas nacionais que já têm a moda em suas linhas.
“A maquiagem convencional utiliza ativos químicos e a mineral, componentes extraídos do solo, como o dióxido de titânio e o óxido de zinco. A maquiagem mineral é, em geral, recomendada para pessoas de pele sensível, acnéica e para pacientes que estão realizando procedimentos com lasers e peelings. É que o dióxido de titânico tem ação antiinflamatória e calmante. Mas, é importante que a consumidora verifique se tem algum tipo de reação aos componentes dos produtos”, diz a dermatologista Paula Bellotti.
Poros sem obstrução
Um dos trunfos da novidade, segundo os dermatologistas, é não obstruir os poros e não, no geral, causam alergias. “Faz menos mal porque os ativos não são alergênicos, diminuem a oleosidade, sem causar ressecamento. O produto vegetal é muito mais sensibilizante. Mas, do ponto de vista cosmético, já ouvi alguns pacientes reclamarem que não espalha da mesma maneira, mas nada muito sério”, pondera a dermatologista Mônica Azulay.
Produtos de R$ 18 a R$ 138
Nos casos em que os pós minerais constituem 100% do produto, as colorações são restritas em produtos como pó, base e corretivo. Em geral, em tons de pele e amarelo, preto e vermelho. Os preços variam de R$ 18 a R$ 38
Mas há casos, como os produtos da Mary Kay, que, com 90% de minerais, utiliza outros 10% para conseguir até 24 tons diferentes de sombra e blush e base em pó mineral.
“Tem aumentado o número de consumidoras que procuram as maquiagem por suas características minerais”, afirma a gerente da Mary Kay, Simone Kier.
(Matéria do Site G1 editada para o Blog)

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